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Dez dicas para SEDAÇÃO em CTI

Dez dicas para SEDAÇÃO em CTI

Publicado em 08/01/2019 16:39

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Separamos as dez principais dicas para sedação de pacientes em CTI's.

1-     Priorizar avalição e o gerenciamento de dor.

2-     Trabalhar para um paciente desperto e interativo logo após a intubação.

“A sedação profunda, particularmente dentro das primeiras 48h após o início da VM (Ventilação Mecânica), está associada ao atraso na extubação e aumento do risco de morte”.                    

3-     Gerenciamento do paciente baseado na multimodalidade de sintomas, desde a entrada do paciente, buscando intervenções farmacológicas e não farmacológicas.

“ Dor, ansiedade e insônia são comuns... nenhum medicamento aborda todos estes sintomas, podendo ser necessária a combinação deles”.

4-     Quando a sedação profunda é indicada deve ser descalonada o quanto antes.

“Hipertensão intracraniana, posição prona, bloqueio neuromuscular”, uma vez resolvidos os medicamentos devem ser rapidamente reduzidos e parados.

5-     Para pacientes que recebem opióides/sedativos devem ser utilizados ferramentas validadas, buscando alvos explícitos.

“ A terapia centrada no paciente depende da avalição regular de dor, sedação e delírio usando ferramentas validadas “.

6-     Use intervenções não farmacológicas para o conforto do paciente, sobrevivente de doenças críticas, frequentemente, relatam ruído desorientação, falta de privacidade e privação do sono durante sua estadia na UTI.

“ Exposição a luz natural/ambiente claro durante o dia e um ambiente noturno silencioso e escuro – ritmo circadiano. Tranquilidade, conversa, musica, presença da família...”

7-     Evite benzodiazepínicos, particularmente em infusões contínuas. A estratégia de uso de benzodiazepínicos está associada a durações mais longas em VM e maior permanência na UTI.

” O uso de benzodiazepínicos de forma continua está associada a uma maior mortalidade, quando comparado ao propofol, por exemplo”

Indicações precisas: paliação, convulsões, procedimentos que requeiram amnésia, dependência alcoólica/tabágica.

8-     Identificar iatrogênias pelo uso de benzodiazepínicos e pela retirada abrupta de opioides.     

“ O tratamento prolongado com estes fármacos resulta em dependência fisiológica e uma rápida descontinuação, busca ou abrupta, pode precipitar a síndrome de abstinência iatrogênica que pode levar a agitação, delírio e VM prolongada – eventos adversos”.

9-     Remova os cateteres (vascular, gástrico, urinário) o mais cedo possível e evite restrições físicas.

“ A remoção de cateteres e drenos desnecessários melhora o conforto do paciente, pode reduzir a agitação e facilitar a mobilização”.

10- Esteja atento a sedação noturna.

“Vários estudos mostram que pacientes em VM ao receber doses mais elevadas de opioides e benzodiazepínicos a noite estão associados a falha no teste de respiração espontânea, bem como atrasos na extubação. A minimização da sedação deve ser objetiva a noite bem como durante o dia, e a sedação não deve aumentar a noite com o objetivo de promover o sono. Há outras alternativas além de medidas não farmacológicas”.   

 

Referências:

   Mehta S et al. Ten tips for ICU sedantion. Internsive Care Med. Published on line: 18 November 2017. DOI 10.1007

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